sábado, 18 de abril de 2020

14 mil quilômetros em 120 dias pela Costa Brasileira - Capítulo Final

Do Oiapoque ao Chuí


Extremos unidos numa frase curta demais para definir os mais de 8 mil quilômetros da Costa Brasileira que finalmente percorreríamos ao inverso, de Sul a Norte, numa História iniciada em 2010 espichada à beira de 2020. Lá atrás, iniciamos abraçando o Uruguai desde Rivera descendo pela costa oeste, Montevidéu, Laguna de Rocha e entramos pelo Chuí. Pouco a pouco as aves do litoral do Rio Grande do Sul e Santa Catarina foram registradas, até estufar os panos para os confins do Norte, quase dez anos depois.

Ricardo Motta, chefe do Parque Nacional do Cabo Orange nos recebeu em Macapá super preocupado, pois a única embarcação estava pifada. Faltavam peças, apresentava defeitos há tempos e apesar de toda dedicação, sem recursos para manutenção ou barco reserva, nossa passagem pelo Cabo Orange ficou na vontade.

Com o Cabo fora do roteiro, entramos em contato com a Antropóloga e amiga Antonella Tassinari, para uma Roda de Passarinho na aldeia dos Karipuna, povo que Antonella estuda há tempos. Conseguimos o contato com um professor e também autorização do Cacique e da Funai para permanecer na Aldeia Manga e realizar a Roda com alunos da escola local.

Tudo preparado e certo até a energia ser cortada por uma queda de árvore na linha de transmissão. Sem água e sem aula, os alunos dispersaram e a Roda não aconteceu. Dormimos na aldeia, visitamos o Museu dos Povos Indígenas do Oiapoque e pé na estrada.

Oiapoque é uma cidade-fronteira movida a garimpo com um comércio de quinquilharias e pescados nas ruas sujas, hotéis sempre lotados e o combustível mais caro do país! Esse foi o cenário idílico após rodar pelos piores 160km de uma estrada que está sendo asfaltada até o final dos seus 560km a partir de Macapá.

O que nos levou a enfrentar centenas de quilômetros desde Amapá ao Oiapoque foi a vontade de pisar numa lenda e fechar o circuito litorâneo no último ponto da Costa Brasileira. Valeu por conhecer os Karipuna.

Ao fundo a ponte entre Brasil e Guiana Francesa e os barcos "de linha" entre os dois países

Indumentária Karipuna no Museu dos Povos Indígenas

O Museu é administrado pelos Karipuna praticamente sem apoio além da venda de artesanato

Na frente da Escola aguardando o retorno da energia elétrica

Grafitti na parede da Escola

Banco dos Karipuna feito para a cerimônia um dia antes de nossa chegada

Um outro banco no mesmo círculo cerimonial

Visita enquanto aguardávamos a energia, que não veio

Através deste rio a conexão com as longínquas aldeias dos Palikur


Primeiros 160km da única estrada que liga o Oiapoque com o Brasil

Embarque no Porto de Macapá, a 600km do Oiapoque

Cortamos o Piauí para conhecer a espetacular obra de Niéde Guidon, o Museu da Natureza

O Museu da Natureza conta a história da vida na Terra a partir das grandes mudanças climáticas

Em São Raimundo Nonato é certo a visita à Cerâmica Capivara

Espia só quem pegava um sol! Estivemos na Capivara na Expedição Caatinga, em 2015

Outro recorte na paisagem e fomos rever amigos do Quilombo Jatimane

Dona Dida, mãe de Pedrina, nos recebeu com carinho em seu restaurante

Parada em Ituberá, para rever nosso grande amigo Jorge Velloso, o mago das RPPNs da Bahia

A volta teve muitas surpresas, como o encontro com a Bióloga Damiana...

... e presenciar o nascimento das tartaruguinhas protegidas pela Coração de Tartaruga

Novamente em Maraú, fomos visitar a Ilha de Martinha numa região de manguezais espetaculares...

... e novamente pousamos no Paraíso dos Algodões

Na Terra dos Pataxó a última Roda de Passarinho da Expedição pela Costa Brasileira

Guia Pataxó nos mostrou um pouco da História do seu povo e pássaros do Monte Pascoal


Guia e Poster das Aves Costeiras

Passamos os três primeiros meses de 2020 escolhendo, tratando e recortando fotos; estudando cores de fundo até chegar ao azul de Iemanjá; desenhando e trocando ideias com Guias, Ornitólogos e fotógrafos para finalmente apresentar o Guia e o Poster das Aves Costeiras.

Provas de prelo foram analisadas com carinho e precisão; mínimos acertos foram revisados trocentas vezes por nossos parceiros e enviados para a gráfica. Agorinha, neste mesmo instante, chegaram os impressos e estão prontinhos para serem enviados para todo mundo curtir as maravilhas aladas da Costa Brasileira!

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Detalhe do Poster das Aves Costeiras

Outro detalhe do Poster das Aves Costeiras

O Guia de Bolso das Aves Costeiras com sua bela capa
Foram acrescentadas algumas espécies além das que estão no Poster

Detalhe do Guia das Aves Costeiras

 

Ficha Técnica

Realização: Roda de Passarinho
Fotos, Redação, Design: Renato Rizzaro
Pesquisa e Revisão: Gabriela Giovanka 
Orientação e Revisão Científica: Vítor de Q. Piacentini e Onofre Monteiro/Aquasis
Fotógrafos convidados: Alejandro Olmos, Bruno Kadletz, Carlos Blanco, Cecília Licarião,
Danielle Bellagamba, João Quental e Marina Somenzari
Fontes: Helmut Sick, CBRO, HBW

 

Agradecimentos

Adriana Mendes, Nova Friburgo, RJ
Aldeia Karipuna, Oiapoque, AM
Aldeia Pataxó, Porto Seguro, BA
Alexandre e Isa Moreira, Ilha de Santa Catarina
Anna Andrade, Ilha de Deus, Olinda, PE
Antonella Tassinari, São Paulo, SP
Bárbara, Leonor e família, Itaparica, BA
Caio Brito e Tati Pongiluppi, Caparaó, MG
Carlos Eduardo Blanco, Angra dos Reis, RJ
Cecília Licarião, Fernando de Noronha
Ceiça, Camping Serra da Capivara, PI
Claudia Guadagnin, OJC, PR
Cláudia Schembri, Santo André, BA
Cláudio Lopo, Itacaré, BA
Cristina Rappa, São Paulo, SP
Cristine Prates e Ciro Albano, Fortaleza, CE
Daia & Jola, Península de Maraú, BA
Daniel Cywinski, Paraty, RJ
Daniela e Alice Marreiros, Serra Capivara, PI
Débora Reis, Itaparica, BA
Dona Ciça, Instituto Pierre Verger, Salvador, BA
Douglas PT & Maiara, Belém, PA
Dra. France, Belém, PA
Edgar Fernandez, Instituto Guaju, PR
Elair, Mar Brasil, Pontal do Paraná, PR
Eleildes do Rosário, Quilombo Jatimane, BA
Equipe ICMBio Maricá-Jipioca, Amapá, AP
Fabio Nunes, Aquasis, Aquiraz, CE
Fernando Costa Straube, Curitiba, PR
Filipe Ventura, Quilombo Monte Alegre, ES
Frederico Brandini, São Paulo, SP
Girlan Dias, ICMBio, MA
Gislaine Disconzi, Alto Paraíso, GO
Heleno dos Santos, ICMBio Cajueiro da Praia, PI
Ico, Polyanna & família, Seridó, RN e J. Pessoa, PB
Iranildo S. Coutinho, Maricá-Jipioca, AP
J. Augusto Alves, Macapá, AP 
Jamile Nobre e família, Itaparica, BA
João Velho, Icapuí, CE
Jorge Cuesta, Belém, PA
Jorge Velloso, Instituto Água Boa, Ituberá, BA
José Luiz S. Barata (Seu Zé), Maracá-Jipioca, AP
Josimar de Oliveira, S. José do Seridó, RN
Katja Hölldampf, Belém, PA
Léa Penteado, Santo André, BA
Leck Marinho, ICMBio Maracá-Jipioca, AP
Léo Alves, Vitória, ES
Leopoldo Pivovar, Vargem Alta, ES
Mãe Beth de Oxum & família, Olinda, PE
Mahalo Camping, Icapuí, CE
Marcelo C. Sousa, Aracaju, SE
Marcos Peralta e família, Oca Paraty, PR
Maria das Dores, Quilombo Jatimane, BA
Marisa & Márcio, Península Maraú, BA
Marta Tochie, Península Maraú, BA
Mary Jane, ICMBio São Luis, MA
Mizael, ICMBio Maracá-Jipioca, AP
Mônica Nunes, Conexão Planeta, SP
Muriel Noel, Santo André, BA
Nívia, Instituto Oyá, Salvador, BA
Onofre Monteiro, Aquasis, CE
Osmar Borges, ICMBio Boa Nova, BA
Paulo Silvestro, ICMBio Macapá, AP
Pedrina Rosário, Quilombo Jatimane, BA
Priscilla Gomes, Veracel Porto Seguro, BA
Rafael Buda, Olinda, PE
Rafaella e J. Quental, Rio de Janeiro
Rafa & Julia, Ilha de Santa Catarina
Renata Meireles, Território do Brincar, SP
Ricardo Mendes, Belo Horizonte, MG
Ricardo M. Pires, ICMBio Cabo Orange, AP
Ritinha, Neojibá, Salvador, BA
Roberto Kobayashi, Icapuí, CE
Rogério Funo, ICMBio São Luis, MA
Ronaldo Francisco, L. Magalhães, BA
Salomé França, Itaparica, BA
Samarone, Itabaiana, SE
Suzana Camargo, Conexão Planeta, SP
Sylvia Junghähnel, Parati, RJ
SPVS, Curitiba, PR
Tania Caju & Equipe, Vitória, ES
Tatjiana Lorenz, Goethe Institut, SP
Thiago Toledo, Fortaleza, CE
Tise, SPVS, Curitiba, PR
Vítor Piacentini, Cuiabá, MT
Zaba Moreau, São Paulo, SP


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14 mil quilômetros em 120 dias pela Costa Brasileira - Capítulo VI

A sonhada Ilha Maracá-jipioca

Após 28 horas navegando pela baía do Guajará (formada pelo encontro da foz dos rios Guamá e Acará) desembarcamos em Macapá e fomos direto para a sede do ICMBio, onde nos esperavam Paulo Silvestro e Ricardo Pires que tentava a todo custo consertar o barco que nos levaria até Cabo Orange.

Tomamos um belo banho e dormimos no estacionamento do ICMBio para no dia 27 de novembro seguir até Amapá, de onde embarcamos para Maracá-jipioca. Seu Zé (José Luiz S. Barata) e equipe chegaram cedo para levar mantimentos e diesel para o gerador da Ilha das Onças, como também é conhecida a Resex Maracá-Jipioca, chefiada por Iranildo Coutinho, na única voadeira que faz o trajeto de 5km que nos separa da ilha em uma hora e meia, quando não há ventanias ou marés altas aumentando muito o tempo de viagem.

Botamos nossas tralhas em sacos estanques cobertos por uma lona muito bem amarrada pelo Seu Zé. Saímos de um portinho improvisado na maior calmaria e fomos entender o cuidado com que a lona foi amarrada quando pegamos mar aberto e as ondas nos faziam saltar quase pra fora da voadeira.

A habilidade do Seu Zé ao desviar ou pegar as ondas só nos preocupou quando ele contou que já rachou a voadeira algumas vezes (!) mas tudo bem... só vai molhar mais um pouco... e ria contando histórias de marinheiros de primeira viagem que seguravam a borda da voadeira com tanta força pensando, assim, diminuir os solavancos e escapar das violentas solapadas.

Chegamos molhados até o último osso, num trapiche reconstruído há alguns dias, após ter sido levado por uma das marés altas, que acontecem pelo menos uma vez por mês naqueles 2º de Latitude Norte numa ilha com 40km de extensão cercada por profundidades de 5 metros de pura lama.

A amplitude das marés é inacreditável. Chega a 10 metros, com direito a pororocas que não deixam dúvidas quanto ao nome do Igarapé "do Inferno" - que separa a Ilha em duas partes - e erosões constantes tanto pela variação quanto pela correnteza de arrastar navio e cavar barranco. Certa vez um grande veleiro teimou em fundear próximo à ilha e teve sua super âncora quebrada por desprezar os avisos do Seu Zé.

A cozinha está sempre ativa com peixes saborosos e quitutes-surpresa como o delicioso mel que o pessoal trouxe de madrugada e espremeu na mão até as abelhas chegarem reclamando o saque, de manhãzinha.

Infelizmente, a base está condenada por ter sido construída onde a maré resolveu comer um bom pedaço da ilha, justamente onde está o trapiche. Mas o pessoal em breve terá concluído uma nova obra em local seguro e espera-se que a a maré deixe aquele recanto um pouco mais tranquilo por um tempo.

Enquanto isso, macacos, papagaios, tucanos, gaviões, pica-paus, veados e onças passeiam tranquilos em volta da base do ICMBio, porque ali ninguém incomoda ninguém e os bichos podem ganhar uma comidinha extra...

Gavião-caranguejeiro habitante da Ilha de Maraca-jipioca

O trapiche vira-e-mexe é arrastado pela correnteza

O mesmo trapiche na maré enchente, que passa por cima de tudo na cheia!

Parte da equipe do ICMBio na sede que está com seus dias contados

A visita surpresa: espécie de Gibóia (Coralus ortulanus)

Vira-pedras (em plumagem não reprodutiva) aproveitam a maré baixa à cata de moluscos

Curica (Amazona amazonica)

Bonome: o lago dos Flamingos

Pertinho da Ilha das Onças, em menos de uma hora de voadeira chega-se ao Lago Bonome. Paraíso onde passamos uma noite encantada numa palafita de pescadores.

Quase encalhamos na chegada e tivemos que dar duro remando à ré, com a voadeira, até girar 180º e continuar com o motor cavando lama por outro braço antes que a maré vazasse e ficássemos presos até outra maré, sabe-se lá quando, nos tirar dali.

Novamente, graças à habilidade do Seu Zé e muito esforço contra o vento, conseguimos sair da voadeira para uma canoa, ajeitar o motor "rabeta" e aí sim, com água e tralhas, alcançar a palafita. Estávamos, finalmente, no tão sonhado Lago Bonome com todo encantamento que Gislaine nos passou por email e mais um tanto onde só de corpo e alma consegue-se atingir.

Banho de lata, redes armadas, mosquiteiros e uma chuva… de estrelas! Nossos sonhos foram embalados por uma brisa suave e a barulheira dos tralhotos chupando lama debaixo da nossa incrível pousada.

Acordamos com o sol na posição em que encontraríamos o ícone mais aguardado de toda a Expedição: o Flamingo. Embarcamos na canoa duvidando que sairíamos daquela lama grudenta, não fosse a confiança do Seu Zé na manobra da rabeta. Num instante estávamos deslizando em dois dedos de água, depois quatro, cinco… no ambiente perfeito para aves migratórias vindas do Norte. Um imenso picnic alado antes de seguirem ao Sul.

No meio do Lago Bonome nossa expedição ganhava ares de delírio costeiro até a maré avisar que era hora de voltar à realidade. Ali é lugar para se passar uma vida inteira porque tudo é movimento: onde era terra firme, agora é lâmina d’água; onde plantação e pastagem, areia; onde cemitério e casas, pesqueiro. Seu Zé contava da época em viveu no Bonome com os pais, enquanto apontava o já era de tudo por ali. A lama grudou fundo nos nossos corações, mas tínhamos que voltar antes da maré...


Seu Zé, querido amigo, guia e barqueiro atentado de bom!

Fora de perigo após trocar de voadeira para rabeta num dos furos que levaram ao Bonome

Uma lâmina d'água ideial para o picnic das aves migratórias

Um dos abrigos de pescador no meio do Lago Bonome

Aqui nos abrigamos das estrelas e dos tralhotos

Seu Zé no único ponto com sinal de celular tentava falar com a base


Tralhotos por todo lado "chupando" lama

Árvore de Biguá no meio do Bonome

Flamingos na pista de decolagem

 Uma vez no ar são de uma beleza e suavidade incríveis!



 

Guia e Poster das Aves Costeiras

Passamos os três primeiros meses de 2020 escolhendo, tratando e recortando fotos; estudando cores de fundo até chegar ao azul de Iemanjá; desenhando e trocando ideias com Guias, Ornitólogos e fotógrafos para finalmente apresentar o Guia e o Poster das Aves Costeiras.

Provas de prelo foram analisadas com carinho e precisão; mínimos acertos foram revisados trocentas vezes por nossos parceiros e enviados para a gráfica. Agorinha, neste mesmo instante, chegaram os impressos e estão prontinhos para serem enviados para todo mundo curtir as maravilhas aladas da Costa Brasileira!

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Detalhe do Poster das Aves Costeiras

Outro detalhe do Poster das Aves Costeiras

O Guia de Bolso das Aves Costeiras com sua bela capa
Foram acrescentadas algumas espécies além das que estão no Poster

Detalhe do Guia das Aves Costeiras

 

Ficha Técnica

Realização: Roda de Passarinho
Fotos, Redação, Design: Renato Rizzaro
Pesquisa e Revisão: Gabriela Giovanka 
Orientação e Revisão Científica: Vítor de Q. Piacentini e Onofre Monteiro/Aquasis
Fotógrafos convidados: Alejandro Olmos, Bruno Kadletz, Carlos Blanco, Cecília Licarião,
Danielle Bellagamba, João Quental e Marina Somenzari
Fontes: Helmut Sick, CBRO, HBW

 

Agradecimentos

Adriana Mendes, Nova Friburgo, RJ
Aldeia Karipuna, Oiapoque, AM
Aldeia Pataxó, Porto Seguro, BA
Alexandre e Isa Moreira, Ilha de Santa Catarina
Anna Andrade, Ilha de Deus, Olinda, PE
Antonella Tassinari, São Paulo, SP
Bárbara, Leonor e família, Itaparica, BA
Caio Brito e Tati Pongiluppi, Caparaó, MG
Carlos Eduardo Blanco, Angra dos Reis, RJ
Cecília Licarião, Fernando de Noronha
Ceiça, Camping Serra da Capivara, PI
Claudia Guadagnin, OJC, PR
Cláudia Schembri, Santo André, BA
Cláudio Lopo, Itacaré, BA
Cristina Rappa, São Paulo, SP
Cristine Prates e Ciro Albano, Fortaleza, CE
Daia & Jola, Península de Maraú, BA
Daniel Cywinski, Paraty, RJ
Daniela e Alice Marreiros, Serra Capivara, PI
Débora Reis, Itaparica, BA
Dona Ciça, Instituto Pierre Verger, Salvador, BA
Douglas PT & Maiara, Belém, PA
Dra. France, Belém, PA
Edgar Fernandez, Instituto Guaju, PR
Elair, Mar Brasil, Pontal do Paraná, PR
Eleildes do Rosário, Quilombo Jatimane, BA
Equipe ICMBio Maricá-Jipioca, Amapá, AP
Fabio Nunes, Aquasis, Aquiraz, CE
Fernando Costa Straube, Curitiba, PR
Filipe Ventura, Quilombo Monte Alegre, ES
Frederico Brandini, São Paulo, SP
Girlan Dias, ICMBio, MA
Gislaine Disconzi, Alto Paraíso, GO
Heleno dos Santos, ICMBio Cajueiro da Praia, PI
Ico, Polyanna & família, Seridó, RN e J. Pessoa, PB
Iranildo S. Coutinho, Maricá-Jipioca, AP
J. Augusto Alves, Macapá, AP 
Jamile Nobre e família, Itaparica, BA
João Velho, Icapuí, CE
Jorge Cuesta, Belém, PA
Jorge Velloso, Instituto Água Boa, Ituberá, BA
José Luiz S. Barata (Seu Zé), Maracá-Jipioca, AP
Josimar de Oliveira, S. José do Seridó, RN
Katja Hölldampf, Belém, PA
Léa Penteado, Santo André, BA
Leck Marinho, ICMBio Maracá-Jipioca, AP
Léo Alves, Vitória, ES
Leopoldo Pivovar, Vargem Alta, ES
Mãe Beth de Oxum & família, Olinda, PE
Mahalo Camping, Icapuí, CE
Marcelo C. Sousa, Aracaju, SE
Marcos Peralta e família, Oca Paraty, PR
Maria das Dores, Quilombo Jatimane, BA
Marisa & Márcio, Península Maraú, BA
Marta Tochie, Península Maraú, BA
Mary Jane, ICMBio São Luis, MA
Mizael, ICMBio Maracá-Jipioca, AP
Mônica Nunes, Conexão Planeta, SP
Muriel Noel, Santo André, BA
Nívia, Instituto Oyá, Salvador, BA
Onofre Monteiro, Aquasis, CE
Osmar Borges, ICMBio Boa Nova, BA
Paulo Silvestro, ICMBio Macapá, AP
Pedrina Rosário, Quilombo Jatimane, BA
Priscilla Gomes, Veracel Porto Seguro, BA
Rafael Buda, Olinda, PE
Rafaella e J. Quental, Rio de Janeiro
Rafa & Julia, Ilha de Santa Catarina
Renata Meireles, Território do Brincar, SP
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Ricardo M. Pires, ICMBio Cabo Orange, AP
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Rogério Funo, ICMBio São Luis, MA
Ronaldo Francisco, L. Magalhães, BA
Salomé França, Itaparica, BA
Samarone, Itabaiana, SE
Suzana Camargo, Conexão Planeta, SP
Sylvia Junghähnel, Parati, RJ
SPVS, Curitiba, PR
Tania Caju & Equipe, Vitória, ES
Tatjiana Lorenz, Goethe Institut, SP
Thiago Toledo, Fortaleza, CE
Tise, SPVS, Curitiba, PR
Vítor Piacentini, Cuiabá, MT
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