terça-feira, 27 de novembro de 2018

Roda de Passarinho no II Festival da Araponga, em Santa Rosa de Lima

Alunos da Rede Municipal de Educação no II Festival da Araponga



Gabriela sobre a Expedição Pantanal, no salão da Pousada Doce Encanto



Entre os dias 23 e 25 de dezembro de 2018 fomos convidados a participar do II Festival da Araponga, evento que faz parte da Semana de Agroecologia de Santa Rosa de Lima, promovida pela Agreco.

Tivemos a oportunidade de apresentar nossa história desde o início, quando adquirimos a Reserva Rio das Furnas, até as mais recentes Rodas em Mato Grosso, Barra do Una e Caparaó.

Foi um momento de trocas de ideias e experiências com diversas pessoas, lançamento de projetos, livros e aproximação com os Institutos Alouatta e Espaço Silvestre.




quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Barra do Una, Ubatuba, Paraty, Monte Alegre, Parques Nacionais Itatiaia e Caparaó


Quase quatro mil quilômetros a bordo de nossa Oca de Ferro, a Toyoca, batizada pelo menino Cacique Suruí


Após uma breve passagem pela Ilha Comprida (30 de setembro), seguimos com a Expedição para uma visita especial à Terra Indígena Ribeirão Silveira, "descoberta" nos anos setenta por mim e um grupo de amigos (saiba mais), aldeia que está enraizada na Serra do Mar e consolidada há muito tempo.

Circo, guia local, nos colocou em contato com Cleiton, monitor da Aldeia Guarani que nos acompanhou na trilha para a Aldeia Original, local sagrado. Atravessamos o Ribeirão Silveira, no mesmo local dos anos 70. Emocionante contemplar essa Natureza exuberante e conservada, graças ao povo Guarani. 

Tivemos a companhia de outro monitor, o Cláudio, nos dois dias que permanecemos na Aldeia e muitas visitas em nossa Oca de Ferro, a Toyoca.

30 de setembro, primeira parada: Ilha Comprida



Por caminhos que o GPS nos levou na Ilha Comprida



Ninho de Bacurau-tesoura encontrado ao lado da Toyoca, na Ilha Comprida



A caminho do local sagrado cruzamos o Ribeirão Silveira, tal e qual nos anos setenta




Circo e Cleiton nos acompanharam até e primeira Aldeia, agora local Sagrado



O reencontro do que restou da aldeia Guarani dos anos 70 (leia a história)



Entre a Opã - Casa de Reza - e a Casa de Visitas, nossa Toyoca descansou por duas noites



Crianças Guarani visitam a Oca de Ferro



Poster doado à Escola Nhembo' e' á porã  (Estadual: Txeru Ba' e' Kua-i)


No dia primeiro de outubro visitamos o Sítio Folha Seca, em Ubatuba, do Sr. Jonas, onde encontramos Edson Endrigo e Cris de Paula guiando birders Ingleses. O espaço é uma festa alucinante para todos!


Garrafinhas açucaradas boladas pelo Sr. Jonas atraem centenas de Beija-flores de várias espécies



Sr. Jonas estuda o local ideal para expor o Poster das Aves da Floresta Atlântica



Beija-flor-de-veste-preta baila na tela iluminado por frestas na vegetação

Próxima parada Rancho Pica-pau, em Ubatuba, dica do querido amigo Edson Endrigo, onde fomos recebidos pelos bem humorados proprietários Douglas pai e Douglas filho. 
Ali encontramos algumas das espécies que buscávamos e tivemos boas surpresas e visitas inesperadas, como o galito Pitoco, que resolveu soltar a voz dentro da Toyoca, ora veja!






O pequeno e arredio Papa-moscas-estrela, na beira do riozinho que atravessa o Pica-pau



Rumamos a Paraty e nos encontramos com Sylvia Junghähnel. Botamos a conversa em dia, ganhamos uma Pousada e dois exemplares da revista em quadrinhos Aves da Minha Escola, projeto desenvolvido pela Associação Cairuçu sob coordenação pedagógica de nossa querida amiga.

Seguimos para o Parque Nacional do Itatiaia (o primeiro Parque do Brasil, criado em 1937) levando uma chuvinha persistente que logo ficaria pelo caminho.


Paraty e os gatinhos carinhosamente cuidados por Sylvia

Em Itatiaia fomos recebidos no Hotel Donati, tradicional parada de Birders e hóspedes ilustres desde os anos quarenta: Vinicius; Tom Jobim; Guignard, pintor famoso por retratar paisagens mineiras, também ilustrou a Cabana em que ficamos hospedados.

Chegamos até o Donati através de nossos posters, adquiridos por Elias Maio e conhecemos os simpáticos proprietários Dona Dora, Carlos Athuil (Duda) e sua esposa Nalu Francis.

Para chegar ao Hotel é necessário ingressar no Parque Nacional Itatiaia e então deliciar-se confortavelmente, cercado por exuberante Floresta Atlântica.

No meu aniversário de 60 anos, 6 de outubro, uma surpresa maravilhosa na cave do Donati, onde fomos recebidos com um jantar regado a vinho italiano e bolo deliciosos, oferecidos pelos proprietários.

Outras surpresas nos esperavam em Itatiaia, o encontro com Christian Spencer, Tatiana Clauzet e nossos queridos amigos João e Rafaela Quental, além de Hudson, conceituado Guia da região.

Boas lembranças e novas amizades que levaremos por toda vida!



Elias Maio, montanhista e gerente do Donati, com ideia de fomentar o Birdwatching



A Cabana Numero 1, dedicada a Guignard, tem suas janelas decoradas pelo pintor que pousava por aqui



Serelepe no sobe e desce do coqueiro-jerivá, ao lado da nossa Toyoca



Algazarra dos pregos no telhado de Dona Dora



Spencer mostra recentes obras e nos presenteia com seus filmes A Dança do Tempo e Cerrado Além da Névoa



Cercadas pelo Parque Itatiaia, Gabriela e Nalu na varanda de Spencer



Último Adeus, belvedere antes de seguir viagem



Saí-andorinha contemplada do Último Adeus



Uma bela Caninana, hóspede do Donati

Onze de outubro chegamos a Cachoeiro do Itapemirim, no Quilombo Monte Alegre.

Desde nossa participação no Cine-Ema, trocamos emails e conversa com Filipe Pacheco Ventura e queríamos conhecer a sua comunidade, já que nossos posters decoravam sua casa desde os primórdios do Avistar/São Paulo, quando conhecemos Leonardo Ventura, seu pai.

Estacionamos nossa Toyoca num belo jardim e passamos o feriado aprendendo um bocado com este povo acolhedor e batalhador que busca o desenvolvimento através do ecoturismo, do turismo étnico e da participação em projetos de inclusão social e geração de renda oferecendo produtos orgânicos.

Leonardo Ventura, historiador, fundador do Grupo de Ecoturismo e da da Associação Comunitária de Monte Alegre, graduado em Turismo Rural, especializado em Educação Ambiental, entre outras tantas formações, publicou um saboroso livro, Simplesmente Monte Alegre, editado pela Cult de Cachoeiro de Itapemirim em 2016. "A ideia para a produção da obra surgiu em 2002 em conversa com familiares e moradores da comunidade. 'Percebi que nossa história, tradicionalmente transmitida de forma oral, estava sendo perdida. Daí veio a intenção de registrá-la', conta Leonardo."



Roda de Passarinho distribui fotos, marcadores de página e flautas de taquara



Filipe compenetrado em identificar mais uma das espécies de aves da região


Lanchinho durante a caminhada ao Cafundó



Renato e Diego, especialista em Cafeicultura, sorriso sempre atento aos movimentos da floresta



Choquinha-chumbo, a vedete do Cafundó, surge do nada e some entre a galharia



Filipe e Diego, exultantes, mostram a Mãe-da-lua-gigante



O Anú-coroca deu um baile e meteu-se na floresta após este clic, na tarde quase sem luz



Leonardo Ventura e a esposa Luzia no Café Dez Irmãos, da carinhosa Dona Lúcia em Caparaó


Iniciamos a subida ao Pico da Bandeira às duas da madrugada de 18 de outubro, partindo do Espirito Santo, onde ficamos a admirar paisagens, solitários, em dias de garoa e neblina densa. Mas como o tempo é singelo e aprecia ventar e abrir janelas, foi fácil esperar que o sol também aparecesse e num repente aquecesse as ideias e banhasse nossos corpos de cachoeira, num hiato entre chuvisco e nuvem.

Antes da subida, em Caparaó, acampamos na Pousada Beija-flor, dica de nossa querida amiga Tatiana Pongiluppi. Fomos recebidos por Relva Rodrigues e Laíssa Gamaro em sua casa de montanha e lá programamos a segunda Roda de Passarinho da expedição, em Limo Verde, distante alguns quilômetros da cidade.

Andréia, proprietária da Pousada Raiz da Serra cedeu o espaço para a Roda, pois o tempo instável não permitia nenhum local seco para sentarmos com as crianças. Relva providenciou uma lona e tudo ficou aconchegante.



Presente de Relva e Laíssa pra Roda de Passarinho



Floresta de Elfos, dica da Tati onde encontramos o Tapaculo-preto



Tapaculo-preto, canta, canta, canta pequenino e invisível



Refeição à bordo da Toyoca antes da subida ao Pico da Bandeira



Esticando a lona pra Roda de Passarinho



Lalá ajuda na identificação e segura o "moleque" que mordia sapatos e levava chinelos



A flauta de taquara sempre toca, depois de algumas tentativas e dicas



Curiosidade ativada com o pião Waimiri-atroari



Momento relax para perceber os cantos das aves



No dia 21 de outubro chegamos em Manhumirim/MG, após contato através do Wikiaves com Luis Carlos Heringer, que nos recebeu em seu sítio e nos acompanhou à parte alta do Itatiaia e no Parque do Sagui, junto com Heleno, profundo conhecedor de borboletas e apreciador de aves.



Ameaçada de extinção, Anumará, no sítio de Heringer



Na beira da estrada, a Buraqueira e seus filhotes



Momento de tensão: um escorpião à bordo da Toyoca!



Dia seguinte retornamos ao Alto Caparaó e percorremos a trilha entre Tronqueira e Terreirão, caminho para quem quer atingir o Pico da Bandeira por Minas Gerais. Ficamos a sós com uma tremenda lua cheia e, no dia seguinte, nos encontramos com a famosa Garrincha-chorona, avistada rapidamente e ouvida muitas vezes durante a subida ao Pico pelo lado capixaba.



A espetacular Garrincha-chorona nos observa de pertinho



Após vários dias de neblina e chuva, a lua em cheio!



Mar de nuvens no Parque Nacional do Caparaó, 23 de outubro



24 de outubro apontamos na parte alta do Itatiaia e paramos na Pousada Cantinho Verde, de Dona Olímpia, na Vargem Grande, onde permanecemos por uma noite. A chuva nos espantou, e curtimos a descida calma e tranquila desde a Casa de Pedra à Garganta do Registro, parando vez por outra entre neblina e chuva para fotografar.



Tesourinha-da-mata, ao longe, na Pousada da Dona Olímpia



Estalinho, ao lado de uma das pontes na estrada do Itatiaia



Neblina intensa e céu fechado chuviscando a todo momento; era abrir pra gente sair



Algo sempre fica no ar pra querer voltar